Equipe masculina de vôlei com camisas azuis reunida na quadra antes de uma partida

Tipos de saque no vôlei

Existem cinco saques comuns no vôlei, listados aqui na ordem em que a maioria dos jogadores os aprende: o por baixo (o mais fácil, máximo controle), o flutuante (sem efeito, por isso oscila de forma imprevisível), o por cima com efeito (efeito para frente para que caia rápido), o flutuante com salto (um flutuante batido a partir de um pequeno salto para um ângulo mais alto e difícil) e o saque com salto (um saque com efeito batido a partir de um salto para ganhar potência).

Mais fácil de aprender
Por baixo
Mais potência
Saque com salto
Mais difícil de receber
Flutuante / flutuante com salto
O que cai mais rápido
Com efeito
Vista lateral, com a rede no centro. O flutuante segue uma trajetória mais plana e oscila; o com efeito (topspin) faz um arco mais alto e cai mais rápido logo após passar a rede.

Seja qual for o saque que você usar, as regras são as mesmas: lance ou solte a bola uma única vez e bata nela com uma mão ou um braço em até 8 segundos após o apito do árbitro. No momento da batida (ou do salto, no saque com salto), você precisa estar na zona de saque, atrás da linha de fundo, sem tocar a linha nem a quadra. Veja as regras.

Saque por baixo

Segure a bola baixa, à sua frente, solte-a (ou lance-a um pouco) e bata nela abaixo da cintura com a base da outra mão ou com o punho fechado. A bola precisa sair da sua mão antes da batida, então não bata nela enquanto ainda está apoiada na palma. É o saque mais fácil de aprender e o mais consistente, o que o torna o padrão para iniciantes e para o jogo recreativo. Troca potência e imprevisibilidade por controle — é fácil de receber para a outra equipe, mas entra com confiabilidade.

Saque flutuante

O flutuante é batido com a mão firme e reta e quase sem efeito e pouco acompanhamento. Sem efeito para estabilizá-la, a bola "flutua" e oscila no ar, movendo-se de forma imprevisível, o que o torna notoriamente difícil de receber. É o saque de pé mais comum em competição exatamente por isso.

Saque por cima com efeito

O sacador lança a bola à frente do ombro de batida e acompanha com o punho por cima da bola, dando-lhe efeito para frente (top spin). Esse efeito faz a bola cair rapidamente ao cruzar a rede, de modo que pode ser sacada com ritmo e ainda assim entrar. É mais difícil de dominar que o por baixo, mas muito mais agressivo.

Saque flutuante com salto

O flutuante com salto combina as duas ideias: um flutuante batido a partir de um pequeno salto. O salto eleva o ponto de contato para um ângulo mais difícil e permite ao sacador entrar na bola, enquanto o contato reto mantém o movimento imprevisível do flutuante. É um meio-termo popular — mais difícil que um flutuante de pé, de menor risco que um saque com salto e efeito completo.

Saque com salto

O saque com salto é um saque com efeito batido a partir de uma corrida de aproximação e um salto, como um ataque de trás da linha de fundo. A aproximação adiciona potência e um ângulo descendente acentuado, tornando-o o saque mais perigoso — e o de maior risco, já que o tempo e o lançamento são exigentes.

Aprofundando: escolher e usar os saques

Com efeito versus sem efeito

O efeito torna a trajetória do saque previsível; a falta de efeito a torna imprevisível. Os saques com efeito são estáveis e previsíveis, mas caem bruscamente, então podem ser batidos forte e ainda assim entrar. Os saques flutuantes não têm efeito, então o fluxo de ar os empurra e eles se movem tarde — mais difíceis de ler, mas também de controlar. Os saques com salto aplicam essas mesmas ideias a partir de um salto.

Sacar para pontuar e para desorganizar

Um saque cumpre duas funções: pode ganhar o ponto diretamente (um ace) ou simplesmente dificultar o primeiro passe do adversário para que o ataque dele sofra. Mirar nas brechas entre os passadores, em um passador mais fraco ou ao fundo para empurrar os passadores para trás são táticas comuns — a consistência costuma importar mais que a potência bruta.

Construir a técnica

Qualquer que seja o saque escolhido, um lançamento repetível e um ponto de contato sólido são a base. Comece com o por baixo para controlar, acrescente o flutuante por cima, depois o saque com efeito, e progrida para os saques com salto quando o seu lançamento e o seu tempo forem confiáveis. Um bom momento para passar do saque por baixo para o saque por cima é quando o seu saque por baixo entra quase sempre e você consegue lançar a bola no mesmo ponto repetidas vezes. Para a técnica passo a passo, veja o guia do saque.

Os cinco saques ordenados do mais fácil de aprender, com mais controle (por baixo), ao mais difícil de aprender, com mais potência (com salto).

Perguntas frequentes

Qual é a diferença entre um saque flutuante e um com efeito?

Um saque com efeito é batido com efeito para frente, por isso cai rápido e pode ser batido forte e ainda assim entrar. Um flutuante é batido quase sem efeito, de modo que oscila e se move de forma imprevisível, tornando-o difícil de receber.

Qual saque é melhor para iniciantes?

O saque por baixo é o melhor para iniciantes. Você solta a bola (ou a lança um pouco) e bate nela abaixo da cintura. É o mais fácil de aprender e o mais consistente, trocando potência por controle.